Nomes: Daniel, Guilherme Szekir, Lucas Francisco
Nº: 7, 12, 22
Turma: 111
Depoimentos de literatura
A literatura tem vários mundos diferentes por si, real ou imaginário, a leitura requer este espirito e a cada livro um novo conceito de aprendizado e aventura, pois o ato de ler nunca nos deixa à sós, sempre exestirá um bom livro com novas histórias de aventuras, romance, dramatização, infantil, porque quando o lemos entramos em um mundo só nosso sem fronteiras e barreiras para nos impedir de apreciar uma bom texto literário. Seria como se estivessemos lendo um livro sobre nos mesmos com lembranças já esquecidas, nos prendendo em uma leitura com um interesse mais
aprofundado.
Zumbi
Sempre tive mais respeito: não pela verdade, mas pela mentira.Nunca tive medo; antes, e sempre, sustentei minha ira. Já me meti em vielas obscuras, embebido em elixires acres e nauseantes. Já me entornei em mazelas pútridas, fétidas, espúrias, de bordéis infindáveis tracejados num esboço inexistente. E, ainda assim, nunca temi. Nunca tive jeito: não para confessar-me, talvez para poupar-me. Imerso numa fissura abismal, enclausurado em minhas crenças, avenças. Egoísta com minhas pertenças, minhas riquezas imensas; calado em minha ontologia infame e auto-difamante. Talvez tudo esteja mudando, ou pior, quem sabe tudo já esteja mudado. E eu, atônito mas nunca atento, desapercebido de tudo, permaneci inerte. Maldita cegueira! Ofuscou-me logo no derradeiro instante estonteante da revolução... Bendita cegueira! Poupou-me das notícias desastrosas que sempre a acompanham (não à cegueira, mas à revolução). Revolução é superação, é dar a volta por cima da “crise”. Bobagem de especialista. Revolução é muito mais o ápice da crise em si mesma, agonizando, engasgando-se em seu próprio sangue, vomitando vermelho nos gráficos dos índices que passam no noticiário. Enquanto isso, eu durmo. E sonho. Obsoleto, mas confiante (afinal, nada temo). E meu sonho, sazonal cegueira da mente, transforma-se, ainda que brevemente, em doce realidade. E assim vivo sonhando, um eterno sonâmbulo sonolento. Prefiro assim. Sempre tive mais respeito: não pela verdade, mas pela mentira.
Fernando Menegat
