sábado, 5 de setembro de 2009

debora,luana.paola

Trabalho de Literatura

 

Nomes:Débora,Luana,Paola.

N°:08,20,29

Turma:111

 

Depoimento

 

A literatura faz parte de nossas vidas,ler faz parte de tudo e de todos,por exemplo,se não soubermos ler não saberemos pegar ônibus e nem ler um recado um aviso,ou comprar alguma coisa nos mercados,lojas e etc;Ainda não poderemos ler livros que mexem com a imaginação e nos levam `a novos mundos que nos ensinam coisas novas. 

POESIA

   



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REGINA MONTIS

CRÔNICAS

DO DITO, O DITO

Quando garoto, andava de ouvidos pelas frestas da casa procurando puxar um rabo de conversa. De todas aquelas ladainhas de maldizer, a única expressão que guardou foi aquela que seu tio vivia dizendo:- - É compadre. É como eu digo, é um lobo em pêlo de cordeiro. Reteve o dito, com o intuito de não usá-lo. Afinal, ao jogar pele ruim pelas costas dos outros, o velho Cordeiro bem que exibia suas presas. O ditado do cordeiro sugeriu outro. O caso não é simples. Fato foi que o felizardo achou de apaixonar-se. Noite vai, sono não vem, a dúvida tomou conta de sua alma. A causa da insônia era próxima, mas estava distante. A prima tímida, ele casado, apenas trocavam olhares. Nada mais. O tempo correu largo, ele separou, casou, separou e acabou reencontrando-a de namorado. Novo brilho no olhar, beliscou o interesse da amada. Queria amar ela, mas amarelou. Conhecia a menina, a mulher sobre ela não. - Em casa comporta-se de maneira exemplar. Fora de casa, nem posso arriscar - dizia enquanto lamentava-se. - Depois de tudo que aconteceu na sua vida você ainda tem coragem de admitir que é infantil como um adolescente! - disse o amigo de Café morto de enfado, querendo livrar-se dele - Que modos homem? Comunique logo à moça seu amor e dê o caso nas mãos de Deus. Se for aceito bem, se rejeitado também. - Mas... - Nem mas nem meio mas, agora se você me dá licença - levantou e foi embora sem despedir-se. Na rua, procurando meio de vida, o companheiro do infeliz ainda protestou baixo de si para si. Onde já se viu, ficar psicologizando à toa problema de rápida solução. Homem que é homem, esquece a mulher e atiça logo a loba adormecida dentro dela e uiva depois de arranhá-la sob a lua. Se ficar de onda, quebra na praia e aposenta a prancha antes de entrar na água.

FABIO RIBEIRO.

 

 

 


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